Thayanne HayalaAdvocacia criminal · OAB/SP 548.278

Tráfico de drogas e Lei de Drogas

Nos processos da Lei de Drogas, detalhes como a quantidade apreendida, o local e a forma da abordagem fazem diferença. Entenda como funciona o procedimento e quais pontos costumam ser analisados pela defesa.

Thayanne Hayala · Advogada criminalista · OAB/SP 548.278
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Advogada criminalista Thayanne Hayala
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Como funciona o procedimento

A Lei nº 11.343/2006 prevê um procedimento especial, com etapas e prazos diferentes do processo comum.

  1. Prisão e laudo de constatação

    Na prisão em flagrante, a substância passa por um laudo preliminar de constatação. Depois, o laudo definitivo confirma a natureza e a quantidade da droga.

  2. Inquérito policial

    Com a pessoa presa, o inquérito deve ser concluído em até 30 dias, prazo que pode ser duplicado pelo juiz. A defesa pode acompanhar e ter acesso aos elementos já documentados.

  3. Defesa prévia

    Diferente do procedimento comum, na Lei de Drogas a pessoa é notificada para apresentar defesa por escrito antes de o juiz decidir se recebe a denúncia.

  4. Instrução e sentença

    Recebida a denúncia, é marcada a audiência de instrução e julgamento, com a oitiva das testemunhas e o interrogatório, seguida da sentença.

O que a defesa costuma analisar

  • A legalidade da abordagem, da busca pessoal e da entrada em domicílio.
  • A cadeia de custódia da substância apreendida e os laudos periciais.
  • Os elementos que distinguem uso pessoal de tráfico.
  • O cabimento do tráfico privilegiado, com redução da pena.
  • Pedidos de liberdade provisória ou de revogação da preventiva.

Uso pessoal ou tráfico?

A lei manda considerar a natureza e a quantidade da substância, o local e as condições da apreensão, as circunstâncias sociais e pessoais, a conduta e os antecedentes. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal fixou critérios específicos para o caso da maconha.

Essa análise é feita caso a caso e costuma ser um dos pontos centrais da defesa.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre usuário e traficante?

O porte para consumo pessoal não leva à prisão e tem tratamento próprio na lei. Para diferenciar do tráfico, são considerados a natureza e a quantidade da substância, o local e as circunstâncias da apreensão, a conduta e os antecedentes da pessoa.

O que é o tráfico privilegiado?

É uma causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, parágrafo 4º, da Lei de Drogas, aplicável à pessoa primária, de bons antecedentes, que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Segundo o STF, o tráfico privilegiado não tem natureza hedionda.

O que decidiu o STF sobre a maconha em 2024?

O Supremo Tribunal Federal entendeu que o porte de maconha para consumo pessoal não é crime e fixou a presunção de uso pessoal para quem estiver com até 40 gramas ou seis plantas fêmeas, sem impedir que outros elementos indiquem o tráfico.

O que é a defesa prévia?

É uma manifestação escrita apresentada antes de o juiz decidir se recebe a denúncia. Nela, a defesa pode apresentar argumentos, documentos e indicar testemunhas.

Quem é preso por tráfico pode responder em liberdade?

A análise é feita caso a caso. A defesa pode pedir a liberdade provisória ou a revogação da prisão preventiva quando não estiverem presentes os requisitos legais da prisão.

As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a análise do caso concreto por um advogado.

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